A Loja Maçônica União: Primeira Loja Maçônica no Brasil

Por Wilson Aguiar Filho. Mestre-Instalado. Detentor da Cruz da Perfeição Maçônica do Grande Oriente do Brasil. Licenciado em História. Membro da ARLS Amizade Fraternal nº 10 – Rito Moderno – Oriente do Rio de Janeiro/RJ.
José Anderson Monteiro de Meneses. Sênior DeMolay, Mestre-Maçom. Bacharel em História. Membro da ARLS Amizade Fraternal nº 10 – Rito Moderno – Oriente do Rio de Janeiro/RJ.

INTRODUÇÃO
Embora a Maçonaria, na sua fase moderna, tenha sido estabelecida no início do século XVIII na Inglaterra e rapidamente chegado ao continente europeu, não existe comprovação histórica da existência de Lojas Maçônicas no Brasil antes do século XIX. É certo que os maçons então existentes nesse período no Brasil, iniciados na Europa, ao retornarem ao país, não constituíram Lojas Maçônicas, embora tivessem se reunido em agrupamentos em moldes mais ou menos maçônicos, funcionando como academias ou sociedades literárias, mas que não eram Lojas, uma vez que tais agrupamentos também eram frequentados por pessoas não iniciadas na Ordem.


Dentre essas instituições, destaca-se a Sociedade Literária do Rio de Janeiro, criada em 1786 com autorização do vice-rei D. Luís de Vasconcelos e Sousa. Teve entre seus membros o professor e poeta Manuel Inácio da Silva Alvarenga (considerado seu principal fundador), o cirurgião Ildefonso José da Costa Abreu, o professor de grego João Marques Pinto, Mariano Pereira da Silva (depois Marquês de Maricá), dentre outros. A princípio, em suas reuniões, discutiam assuntos científicos, como por exemplo, a análise da água, o método de extrair a tinta do urucum e danos causados pelo alcoolismo. No entanto, os debates foram, aos poucos, incorporando novidades que chegavam de fora da colônia portuguesa, como a Revolução Francesa, a federação dos Estados Unidos, as ideias do Iluminismo e de autores considerados revolucionários, como Voltaire e Rousseau. Tais eventos, agravado “pelo fato de estes indivíduos possuírem educação universitária na Europa”[1], levou o vice-rei D. José Luís de Castro, a ordenar o fechamento da Sociedade em 1794, além da realização de uma devassa contra os seus associados, que presos e investigados, nada foi comprovado contra eles, sendo então libertados. [2]

Cabe registrar que alguns dos integrantes dessa Sociedade participaram, posteriormente, de importantes acontecimentos históricos, como a Independência do Brasil (1822). Na mesma linha, o famoso Areópago de Itambé, fundado em 1796 por Manuel Arruda Câmara, em Itambé, Pernambuco, embora considerado por muitos escritores como marco inicial das organizações maçônicas em nosso país, também não era uma verdadeira Loja Maçônica, uma vez que não era totalmente composta por maçons, como o Padre João Ribeiro Pessoa, que pertencera ao Areópago e só foi iniciado posteriormente em Lisboa. [3]
Existem também autores que, sem qualquer prova documental, afirmam que a Conjuração Mineira foi obra da Maçonaria, apegando-se na ideia de que os participantes do referido movimento eram todos maçons, inclusive Tiradentes, conforme afirmaram Joaquim Felício dos Santos, Marcelo Linhares e Augusto de Lima Júnior [4], dentre outros. Nesta mesma linha, como A. Tenório de Albuquerque chega ao absurdo de afirmar que além de maçom, Tiradentes teria sido 33º Grau do Rito Escocês Antigo e Aceito e fundador de diversas Lojas [5] ou que Tiradentes não morreu enforcado, tendo sido salvo por uma conspiração maçônica que colocou outra pessoa em seu lugar, tendo ele embarcado para Portugal, retornando inclusive ao Brasil com a vinda da Família Real em 1808 [6].
Importante ressaltar que a Devassa realizada quando da descoberta da Inconfidência Mineira, investigou rigorosamente os fatos, não tendo sido detectado qualquer ação maçônica no evento. E dos inconfidentes, sabemos que apenas José Álvares Maciel era maçom, iniciado que foi na Europa, por conta de uma indiscrição do confessor dos inconfidentes, Frei Raimundo Penaforte, que escreveu que Maciel:

Fora esse relato do Frei Penaforte, obtido com certeza em confissão, nada mais temos que comprove que outros inconfidentes foram iniciados na Maçonaria.


A “LOJA MAÇÔNICA” CAVALEIROS DA LUZ
Segundo o pesquisador José Castellani, a Loja Cavaleiros da Luz teria sido fundada efetivamente na povoação da Barra, na Bahia, embora suas primeiras sessões, sejam anteriores a data de sua fundação.

Da mesma forma, Kennyo Ismail (2017) endossando essa tese, nos diz que:

Antoine René Larcher, comandante da fragata La Pleneuse, partiu da França em setembro de 1795. Em dezembro do mesmo ano, chefiou um ataque bem sucedido ao navio luso-brasileiro Santo Antonio de Polifemo, sendo que ao final refrega, Larcher negociou com o capitão derrotado, Manoel do Nascimento Costa, dando-lhe um salvo-conduto para que o navio pudesse regressar à Bahia, sem ser molestado pelos demais navios franceses e com os sobreviventes em liberdade. Essa atitude ajuda a explicar porque Larcher seria posteriormente bem recebido em Salvador, onde aportou em novembro de 1796, a bordo do navio luso-brasileiro Boa Viagem, oriundo das Ilhas Maurícias, onde fora levar a notícia da abolição da escravatura nas colônias francesas pelo Diretório e da qual fora expulso pelos colonos franceses escravocratas, contrários à medida, tendo saído sem seu navio. [10]

Larcher permaneceu em Salvador até janeiro de 1797, quando então retornou à Europa a bordo do navio português Bom Jesus, ficando retido em Lisboa cerca de quatro meses, sem recursos para retornar à França. No período em que esteve em Salvador, ocorreram os contatos do capitão Larcher não só com as mais altas autoridades da província, mas também com conspiradores locais, desejosos de separar a Bahia de Portugal, sendo que já em Lisboa, enviou secretamente duas cartas ao governo francês, explicitando que os conspiradores baianos pediam apoio militar à República Francesa para proclamar a Independência da Bahia, prometendo em contrapartida, a concessão de privilegiados acordos comerciais. Para tal empreendimento, “Larcher apresentou ao Diretório um ambicioso plano de ataque à Bahia, consistindo no envio de 4 navios, 3 fragatas e 2 barcos, 1500 homens de infantaria e 300 de artilharia”[11]. Não se conhece resposta dos dirigentes franceses.
Como podemos verificar, o Capitão Antoine René Larcher esteve na Bahia e que nessa estadia, manteve contatos com futuros líderes da chamada Conjuração Baiana, que ocorreu entre 1798-1799. Mas fato é que as pesquisas realizadas demonstram que a fragata La Pleneuse nunca esteve no Brasil e que Larcher esteve em Salvador, mas não no período apontado para a fundação da Loja Cavaleiros da Luz.
Conforme já colocado, coube a Francisco Borges de Barros, então diretor do Arquivo Público da Bahia, relatar pela primeira vez a existência do Loja Cavaleiros da Luz, em artigo publicado em 1928[12], onde o autor afirma que a fundação da Loja Maçônica Cavaleiros da Luz deu-se em 14 de julho de 1797, na povoação da Barra, por Larcher e os brasileiros José da Silva Lisboa, Padre Francisco Agostinho Gomes, Cipriano Barata, Ignacio Bulcão, Francisco Muniz Barreto, Domingos da Silva Lisboa, José Borges de Barros e o Tenente Hermogenes de Aguiar Pantoja, sendo as primeiras sessões da Loja, anteriores à fundação, feita a bordo da fragata La Pleneuse.
A partir de então, diversos historiadores e pesquisadores utilizaram-se dessa informação de Borges de Barros, como fonte para suas pesquisas. Entretanto, as pesquisas posteriores revelaram algumas questões que não condizem com o colocado por Borges de Barros. Com efeito, a historiadora Kátia de Queirós Mattoso, em pesquisas realizadas nos Arquivos Nacional Francês e da Marinha Francesa, constatou que a fragata francesa “La Preneuse” nunca ancorou no Brasil, pelas razões já por nós expostas anteriormente.
Nesta mesma pesquisa foi verificado que o Capitão Larcher esteve em Salvador/BA, mas, a bordo do navio português “Boa Viagem”.

Aliás, a ausência de documentação comprobatória para as afirmações de Borges de Barros sobre a Loja Cavaleiros da Luz também foi apontada por Pablo Antonio Iglesias Magalhães, uma vez que não teria indicado as fontes que utilizou para a elaboração de artigos publicados nos Annaes do Arquivo Público da Bahia e no livro História da Maçonaria na Bahia (1932).[14]
Assim, pela incoerência dos fatos relatados, que não há como afirmar que houve a fundação de uma Loja Maçônica sob o título de Cavaleiros da Luz, em 1797, em Salvador, sendo que podemos conjecturar que, talvez influenciados pelas informações trazidas por Larcher da Europa, concernentes aos ideais da Revolução Francesa, os idealizadores de um movimento visando a separação da Bahia de Portugal tenham estabelecido uma agremiação de caráter secreto, sob o nome de Cavaleiros da Luz, onde pudessem discutir os planos visando alcançar seus objetivos, hipótese que, no fundo, também é aventada por Borges de Barros ao final de seu artigo, fato não levado em consideração pelos pesquisadores do assunto em pauta, quando coloca:


“Convimos em que a primeira agremiação secreta na Bahia não fosse uma loja propriamente regular; foi talvez uma officina de emergência; o primeiro núcleo, entretanto, de onde irradiou o ideal de liberdade com uma systematização mais ou menos consentânea.” [15]

BARROS, Francisco Borges de. Primórdios das Sociedades Secretas na Bahia. Annaes do Archivo Publico e Museu do Estado da Bahía. v. XV. Salvador: Imprensa Oficial do Estado da Bahia, 1928. p. 39-53.

A LOJA MAÇÔNICA UNIÃO NO RIO DE JANEIRO
A existência de Lojas Maçônicas em território brasileiro é registrada, oficialmente, a partir do início do século XIX. Segundo o Manifesto de José Bonifácio (1832; reimpresso em 1837), dirigido a todos os maçons brasileiros e às Obediências estrangeiras, anunciando que os trabalhos do Grande Oriente do Brasil (sucessor do Grande Oriente Brasiliano, criado em 1822) retornavam com força e vigor, a primeira Loja Simbólica regular em território brasileiro foi instalada no ano de 1801, sob o título de Reunião, filiada ao Oriente da Ilha de França, antigo nome das Ilhas Maurício, sendo nomeado seu representante o cavaleiro Laurent, que presidira a sua instalação. [16]

Entretanto, temos notícia da existência, em 1800, de uma Loja funcionando em Niterói, a Loja União, que se extingue no ano seguinte. Em uma obra editada em 1832, Annaes Maçônicos Fluminenses, o autor (desconhecido) do Quadro Histórico da Maçonaria do Rio de Janeiro relata que:

“No ano de 1800, cinco maçons desses dispersos, formaram uma Loja e começaram, com inviolável segredo, a iniciar pessoas que gozavam de crédito, instruídas e bem morigeradas. Essa primeira Loja, que se chamou União, avultou logo em adeptos e como nela se incorporassem outros maçons, que já então principiavam a trabalhar, em memória de concordarem todos em fazer um só corpo para melhor se coadjuvarem, chamou-se desde logo, Reunião. Já os maçons fluminenses trabalhavam com alguma regularidade no antigo rito dos doze graus, quando feita a paz em Amiens, entrou neste porto a corveta Hydre, com destino à ilha de Bourbon e porque Mr. Laurent e mais alguns oficiais eram maçons, pediram visitar a Loja e, cheios de admiração, à vista do zelo com que debaixo de tantos perigos se trabalhava, deram atestado de seu reconhecimento e aceitaram contentes a prancha (o mesmo que carta) que se lhes ofereceu, para filiarem a Loja Reunião no círculo do oriente da Ilha de França, o que se efetuou, recebendo-se, dali, por intervenção do mesmo Mr. Laurent, a carta de reconhecimento e filiação, os estatutos e reguladores que se costumam dar em tais casos.” [17]

As poucas informações a respeito dessa Loja fizeram com que alguns pesquisadores duvidassem de sua existência, preferindo considerar a Loja Reunião como efetivamente a primeira Loja Maçônica regular existente. Entretanto, a existência da Loja União é comprovada através do relato do Capitão Jean-François Landolphe, conforme consta em suas memórias, publicadas em 1823, em Paris. Jean-François Landolphe nasceu em 1747 em Auxonne, tendo falecido em Paris, em 1825. Com 20 anos de idade, embarcou como grumete em um navio mercante, fazendo diversas viagens às Antilhas e à costa ocidental africana. Posteriormente, migrou da Marinha Mercante para a Armada Real.

A passagem do Capitão Landolphe pelo Rio de Janeiro ocorreu em 1800, quando capitaneava uma pequena frota, encarregada pelo governo francês de capturar, saquear e afundar o maior número possível de navios mercantes britânicos e portugueses, quando foi capturado por uma esquadra inglesa sob o comando do comodoro Rowley Bulteel nas proximidades de Porto Seguro, sendo trazido para o Rio de Janeiro e entregue aos cuidados de D. José Luís de Castro, Conde de Resende, vice-rei do Brasil.
Segundo nos informa o Capitão Landolphe, tendo sido entregue como prisioneiro ao vice-rei, foi tratado com toda a fidalguia e no local onde se encontrava, recebeu a visita de membros de uma Loja Maçônica que ao saberem de sua condição de maçom, relatada pelo comodoro Bulteel, foram lhe dar apoio, através da oferta de dinheiro e outros serviços. Alguns dias depois, recebeu a visita do filho do vice-rei, que o convidou a assistir os trabalhos de uma Loja Maçônica, o que aceitou.

Transcrevemos, a seguir, a parte do diário do Capitão Landolphe, onde o mesmo descreve sua chegada ao Rio de Janeiro, a visita à uma Loja Maçônica e de seus contatos com maçons no Rio de Janeiro. Embora um pouco longa, a narrativa é de grande interesse para conhecimento dos pesquisadores.

A partir deste ponto, a narrativa passa a descrever fatos que culminaram com o retorno do Capitão Landolphe para a Europa, ajudado pelo filho do vice-rei. Entretanto, essa narração nos leva a algumas reflexões, especialmente por haver no Rio de Janeiro de 1800, uma Loja Maçônica funcionando sob o abrigo de D. José Luís de Castro, que foi vice-rei do Brasil no período 1790-1801, pois segundo seus biógrafos, ele não contou com a simpatia do povo durante seu governo, pois além de ter tomado medidas impopulares, era um homem ríspido e intratável, sendo desconfiado em relação aos intelectuais e aos maçons – achando que tramavam contra a Coroa portuguesa. Foi o mesmo governante que conduziu a devassa da Inconfidência Mineira e a devassa contra os integrantes da Sociedade Literária do Rio de Janeiro, sobre o qual já realizamos comentários nesse trabalho.
Quanto ao filho que travou contatos com o Capitão Landolphe, embora não nominado, trata-se com certeza, de D. Luís Inocêncio Benedito de Castro, que era Ajudante-de-Campo do vice-rei e que a época dos fatos contava com 23 anos.
Como podemos constatar pelo relato do Capitão Landolphe, não só existia uma Loja Maçônica funcionando no Rio de Janeiro, mas esta era também frequentada pelas maiores autoridades do vice-reinado. Ou seja, um grupo importante de maçons estava presente no Rio de Janeiro nessa época, sem que fossem importunados pelo vice-rei. E como não temos maiores notícias sobre essa Loja, é impossível precisar, pelo menos no momento, a data de sua fundação, que pode ter ocorrida antes de 1800… mas, são apenas hipóteses que não temos como comprovar no momento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
De tudo o que foi exposto até o momento e frente às pesquisas realizadas, concluímos pela inexistência de Lojas Maçônicas em território brasileiro antes de 1800, embora iniciados na Maçonaria estivessem presentes em nosso país. Mas, esses iniciados não chegaram a constituir verdadeiras Lojas. Mesmo a possível existência da Loja Cavaleiros da Luz carece de comprovação, tendo em vista as várias incongruências apontadas pela historiografia.

Por outro lado, a existência no Rio de Janeiro de uma Loja Maçônica em 1800, final do século XVIII, antes, portanto, do registro da Loja Reunião (1801), a partir do depoimento do capitão Jean-François Landolphe, parece não deixar dúvidas. Entendemos que essa é a Loja denominada “União”, que posteriormente veio a dar lugar à Loja Reunião e que funcionava com conhecimento do então vice-rei do Brasil, uma vez que seu próprio filho frequentava a Loja. Isso não significa que com o avanço das pesquisas, esses fatos não possam ser alterados e possa ser constatada a existência de Lojas Maçônicas anteriores à 1800.
Afinal, a história da Maçonaria em nosso país, principalmente no que concerne às suas origens, apresenta dificuldades, dado a escassez de documentação fidedigna para os estudos sobre o tema. Mas, até que provas efetivas sejam encontradas, a primeira Loja Maçônica conhecida, no nosso entendimento, existiu no Rio de Janeiro. Aguardemos, novas pesquisas, pois como aponta Frederico Guilherme Costa,a “verdadeira função do historiador […] consiste em rever permanentemente as informações que possui e que estão sendo sempre enriquecidas com novas fontes, partam elas da pesquisa de terceiros ou da sua própria, mas sempre tendo em mira a boa forma e o bom conteúdo, jamais a ironia”. [19]

Notas

[1] GERUDE, Bernardo Saldanha da Gama de Paiva C.F. Uma cartografia das murmurações no Rio de Janeiro na última década do século XVIII. Dissertação (Mestrado em História Social) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. 2022. p.17.

[2] SOCIEDADE LITERÁRIA DO RIO DE JANEIRO. [online]. 2020 Abr 1 [acessado 2023 Maio 20]. Wikipédia.
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_Liter%C3%A1ria_do_Rio_de_Janeiro.

[3] CASTELLANI, José. História do Grande Oriente do Brasil. A Maçonaria na história do Brasil. Brasília: Gráfica e Editora do Grande Oriente do Brasil. 1993. p. 27.

[4] ISMAIL, Kennyo. História da Maçonaria no Brasil. Brasília-DF: Escola No Esquadro, 2017, p. 5.

[5] Idem, ibidem. p. 5.

[6] BRASIL, Assis. Tiradentes: poder oculto o livrou da forca. Rio de Janeiro: Imago, 1999.

[7] CÂMARA DOS DEPUTADOS. Autos da Devassa da Inconfidência Mineira. 2. ed. Brasília: Câmara dos
Deputados; Belo Horizonte: Imprensa Oficial de Minas Gerais. 1983. Vol. 9. pp. 178-179.

[8] CASTELLANI, José. História do Grande Oriente do Brasil. A Maçonaria na história do Brasil. Brasília: Gráfica e Editora do Grande Oriente do Brasil, 1993, p. 32.

[9] ISMAIL, Kennyo. História da Maçonaria no Brasil. Brasília-DF: Escola No Esquadro, 2017, p. 4.

[10] JANCSÓ, István; MOREL, Marco. Novas perspectivas sobre a presença francesa na Bahia em torno de 1798. Topoi, v. 8, n. 14, jan.-jun. 2007, pp. 206-232.

[11] VALIM, Patrícia. Corporação dos enteados: tensão, contestação e negociação política na Conjuração
Baiana de 1798. Tese (Doutorado em História Econômica) – Departamento de Historia da Faculdade de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas – Universidade de São Paulo. São Paulo. 2012. p.17.

[12] BARROS, Francisco Borges de. Primórdios das Sociedades Secretas na Bahia. Annaes do Archivo Publico e Museu do Estado da Bahía. v. XV. Salvador: Imprensa Oficial do Estado da Bahia, 1928. p. 39-53.

[13] BORGES, Aldemari Gomes. A formação da Maçonaria no Brasil aos dias de hoje. [online] 2020 Maio 25 [acessado 2023 Maio 22]. Dogma Livre. Disponível em: https://www.dogmalivre.com.br/artigos/A-formacao-daMaconaria-no-Brasil-aos-dias-de-hoje.

[14] MAGALHÃES, Pablo Antonio Iglesias. A cabala maçônica do Brasil: o primeiro Grande Oriente Brasileiro (Bahia e Pernambuco, 1802-1820). Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico
Pernambucano. n. 70. 2017. p. 73-136.

[15] BARROS, Francisco Borges de. Primórdios das Sociedades Secretas na Bahia. Annaes do Archivo Publico e Museu do Estado da Bahía. v. XV. Salvador: Imprensa Oficial do Estado da Bahia, 1928. p. 39-53.

[16] ANDRADA, José Bonifácio de. Manifesto do GOB. Rio de Janeiro: Typographia Austral, 1837.

[17] CASTELLANI, José. História do Grande Oriente do Brasil. A Maçonaria na história do Brasil. Brasília: Gráfica e Editora do Grande Oriente do Brasil. 1993. p. 33.

[18] FRANÇA, Jean Marcel Carvalho. Visões do Rio de Janeiro Colonial: antologia de textos (1531-1800). 3. ed. Rio de Janeiro: José Olympio. 2008. p. 346-354.

[19] COSTA, Frederico Guilherme; ALMEIDA FILHO, José Carlos de Araújo. Diálogo de maçons. [online].
2000 [acessado 2023 Maio 15]. Editora: CopyMarket.com. Disponível em: https://www.academia.edu/35764334/Di%C3%A1logo_de_Ma%C3%A7ons

Texto originalmente publicado no Boletim Especial do Grande Oriente do Brasil no Estado do Rio de Janeiro, 15 jun 2023, p. 22-32.

REFERÊNCIAS
AGUIAR FILHO, Wilson; MENESES, José Anderson Monteiro de. A Loja Maçônica União: primeira Loja Maçônica no Brasil. Boletim Especial do Grande Oriente do Brasil no Estado do Rio de Janeiro, 15 jun 2023, p. 22-32.

LANDOLPHE, Capitaine. Mémoires du Capitaine Landolphe, contemant l’histoire de ses voyages pendant trente-six ans, aux cotes d’Afrique et aux deux Amériques; rédigés sur son Manuscrit, par J.S. Quesné. Tome Second. Paris: J. M. Eberhart, Imprimeur du College Royal de France, 1823.

José Anderson Monteiro de Meneses

Mestre-Maçom da ARLS Amizade Fraternal Nº 10 do Rito Moderno, Rio de Janeiro - GOB-RJ; Membro-fundador do SCRRM Amizade Fraternal Nº26, Vale de Niterói-RJ, do SCFRMB; Portador do 2º Arco da 5.a Ordem Sapiencial (SCFRMB); Historiador, Especializado em "Docência do ensino superior e metodologias ativas", pós-graduando: "Maçonologia: História e Filosofia" e "A Moderna educação: metodologias, tendências e foco no aluno".